Metodologia
INTRODUÇÃO
O Projeto Esfera tem como prioridade analisar e pesquisar os Agroglifos brasileiros que costumam aparecer nas plantações de trigo em nosso país desde 2008\. Desta forma, formamos uma equipe multidisciplinar onde a maioria dos investigadores que já vem atuando na área de pesquisa deste fenômeno, desde seu início, somado a profissionais gabaritados que trarão benefícios científico-tecnológicos, para o uso adequado de tecnologia de ponta e análise do ponto de vista científico dos enigmáticos sinais. Um fenômeno que se estende por 40 anos em nosso planeta. Visto que o campo eletromagnético é sutil para ser detectado, não tangível e invisível, serão necessários equipamentos de ponta como um HallinSight, uma câmera 3D para medir e aferir campos magnéticos de grandes áreas e câmeras com capacidade infravermelhas e ultravioleta para analisar o espectro invisível.
Representação visual dos valores do campo magnético. © Fraunhofer IIS/Volker Peters.
Também será necessária a saída emergencial da equipe em direção ao local do surgimento do sinal, devidamente equipados, que serão alertados por um dos dois investigadores moradores nas imediações das regiões, que costumam aparecer os Agroglifos em Santa Catarina, e/ou no Paraná.
A intensão do Projeto Esfera é o de analisar não apenas o campo magnético gerado pelo alinhamento de spins eletrônicos dos átomos, mas também o campo eletromagnético detectado, visto que este último é composto por um componente elétrico e um magnético associados entre si, desacoplados da fonte que lhes deu origem e se propagando pelo espaço à velocidade da luz, sob a forma de radiação. Portanto, deve-se medir a radiação eletromagnética e os componentes magnéticos, nos três eixos do espaço (X, Y e Z), até um valor máximo de 20 mil miliGauss em cada direção.
Pretende-se também medir com exatidão os desenhos evidenciados nos agroglifos utilizando medidores como trena e nível a laser, ambos de alta precisão. Também analisar fotografias infravermelhas que possamos obter com câmera adequada ou através de programas geodésicos do google maps, obtendo a latitude e longitude de cada agroglifo.
Além disso, também serão coletadas amostragens biológicas do trigo afetado e não afetado, para posterior análise laboratorial, na intensão de autenticar a veracidade do referido agroglifo, observando através de análises laboratoriais, se existe ou não, vida microbiana na curvatura do caule da planta, como já foi observado em 2016, nas análises realizadas por Dra. Nadia F. G. Serrano e Dr. Eng Fernando M. Araújo-Moreira, este último consultor convidado deste projeto (anexo 05).
No ano seguinte, pretende-se retornar ao local para checar a existência de fantasma ou sombra, nome dado aos vestígios que costumam aparecer em plantações posteriores alternadas. Os desenhos ou vestígios destes, acabam sendo observados meses e em alguns casos, até anos depois.
INVESTIGAÇÃO UFOLÓGICA SIMILAR A POLICIAL
Pesquisar agroglifos é muito similar a uma investigação criminal policial. Quanto mais cedo chegar ao local e menos gente adentrar o recinto, mais evidências conseguiremos encontrar que ajudarão a identificar a veracidade das informações e facilitarão dessa forma a conclusões mais precisas. Portanto, quanto mais o tempo passar, menos chances os pesquisadores tem, de concluir alguma coisa de forma concisa. Em 2009, por exemplo, a prefeitura de Ipuaçu, consciente desta realidade, colaborou em demasia com os pesquisadores que procuraram ir até o local na época, isolando a área com fita de isolamento e também com a presença física de um policial militar, impedindo a aproximação de curiosos até a chegada dos investigadores.
![C:\\Users\\Usuario\\Documents\\UFO.2024\\Caminhos do Insolito\\Caminhos.do.Insolito\\Círculo.Ipuaçu.SC\\Isolado.jpg][image16]
Fita de isolamento como uma investigação policial \- Imagem TV COM \- 2009
Policial militar cuidando e afastando curiosos \- Imagem TV COM \- 2009
Infelizmente, isso ocorreu apenas em uma gestão, não se repetindo mais nos anos seguintes. O ato em si, sem dúvida, colaborou em demasia com as pesquisas sobre o fenômeno dos agroglifos, o que demonstra necessidade de repetição.
Somente em 2023, passaram pelo agroglifo daquele ano, aproximadamente 3 mil pessoas e todos, naturalmente, pisaram no interior da marca danificando e alterando e consequentemente, dificultando as investigações.
Visto essa observação, pretendemos agendar reuniões com representantes das prefeituras de ambas as cidades e possivelmente com os agricultores, para integrantes do Projeto Esfera esclarecerem sobre a importância deste tipo de pesquisa, procurando salientar o papel preponderante dos proprietários das terras e da permissão ao acesso à suas regiões, quando surgirem os agroglifos por lá. Também tentaremos esclarecer o assunto, ministrando palestras com as descobertas encontradas até o momento e mostrando a importância de novas descobertas que poderemos obter, com o auxílio da população local. Através disso, mostraremos também a importância do isolamento, por parte das prefeituras, até a chegada dos investigadores, no caso, do Projeto Esfera.
Não presumir nada e procurar pistas e padrões que apontem para algum norte, como fariam cientistas ou policiais investigadores, este é um dos objetivos do Projeto Esfera.
MARCA FANTASMA – VESTÍGIOS COMPROBATÓRIOS?
Em 2012, um ano após a aparição de um agroglifo em Ipuaçu, o pesquisador Ivo Hugo Dohl, que reside em Xanxerê, resolveu visitar a localidade onde havia a presença de um agroglifo na região de Ipuaçu no ano anterior. Para seu surpresa, encontrou vestígios da presença dos sinais que haviam aparecido meses antes no trigo, agora em uma plantação alternada de soja. Estes vestígios são denominados marca fantasma.
2012, plantação de soja, local de agroglifo em ano anterior 2011 – foto Ivo Hugo Dohl
Trigo sob a soja – foto Ivo Hugo Dohl
Trilho de agroglifo ainda em evidência um ano depois no meio do soja – foto Ivo Hugo Dohl
Isso mostra que daqui há alguns meses, deve ser verificada a mesma região do solo onde está o atual agroglifo de 2024\. Também pode demonstrar que a possível energia que produz os agroglifos pode deixar vestígios, descartando possivelmente suspeitas de ação humana. O fantasma está sendo percebido também na Inglaterra, como pode ser evidenciado abaixo e serve para aumentar ainda mais o mistério da origem dos agroglifos.